Home > Clientes > Cases > MicroStrategy CGU

Cases

Controladoria Geral da União utiliza BI MicroStrategy para conhecer os gastos e coibir desvios em órgão públicos

Com o BI é possível ter acesso e monitorar despesas como as que são feitas com cartões de pagamento utilizados nas instituições públicas federais, identificando transações consideradas atípicas. Além disso, os auditores do órgão utilizam relatórios gerenciais sobre esses gastos, incluindo tendências, comportamento de consumo, perfis de gastos na administração pública, entre outras opções.

A Controladoria Geral da União (CGU) monitora os gastos dos cartões de pagamento utilizados nas instituições públicas federais (CPGF) com base em relatórios produzidos pela solução de business intelligence da MicroStrategy. A tecnologia permitiu o monitoramento mais próximo dos gastos que ocorrem nos órgãos auditados e otimizou o planejamento dos trabalhos de auditoria que são executados em campo. A CGU, órgão do Governo Federal, é responsável por assistir direta e imediatamente ao Presidente da República em assuntos que, no âmbito do Poder Executivo, sejam relativos à defesa do patrimônio público e ao incremento da transparência da gestão, por meio de atividades de controle interno, auditoria pública, correição, prevenção e combate à corrupção e ouvidoria.

“Graças ao BI, assim que os dados são publicados no Portal da Transparência, o que ocorre com mensalmente, a CGU já tem em mãos os relatórios gerenciais desses gastos e a relação das transações consideradas atípicas. O resultado dessa aplicação pode ser mensurado pela queda significativa da quantidade de denúncias recebidas no órgão e aquelas veiculadas pela mídia”, detalha Henrique Rocha, gerente na Diretoria de Informações Estratégicas da Controladoria Geral da União.

De acordo com o executivo, em dezembro de 2007, a Diretoria de Informações Estratégicas, setor responsável pelo processamento e análise de grandes volumes de dados e também idealizadora do desenho e implementação do projeto, iniciou a prospecção de ferramentas de tecnologia para a construção de um BI voltado para a atividade de auditoria governamental. Até então o processo de coleta e análise de dados acontecia de forma manual ou semi-automatizada, com o apoio de pequenos programas desenvolvidos para automatizar parte do processo.

Cada equipe de auditores consultava individualmente os gastos efetuados por meio do CPGF no sistema de controle contábil do Governo Federal (SIAFI). Os dados eram examinados, extraídos e armazenados em planilhas pelo próprio auditor para serem detalhados de forma amostral durante as auditorias. Dessa forma, tornou-se premente otimizar os procedimentos de verificação de gastos e apoiar a tarefa de identificar transações inconsistentes.

“Cabia ao auditor a tarefa de encontrar inconsistências nos gastos efetuados e o grande volume de dados dificultava a análise. Além do mais, era muito difícil extrair relatórios gerenciais sobre os gastos, como linhas de tendência, comportamento de consumo dos órgãos, perfis de gastos na administração pública, entre outros. Fazia-se necessária não só a migração das ferramentas utilizadas, mas principalmente, a introdução de mecanismos de tecnologia no processo de auditoria empregado pela Controladoria”, explica Rocha.

Com a migração do processo para uma solução de BI, os auditores da CGU têm à sua disposição relatórios mensais sobre a evolução de gastos no cartão e sob demanda para subsidiar a elaboração de roteiros de auditoria. Esses relatórios pré-configurados verificam a base de dados de transações efetuadas, determinando as que possuem maior potencial de inconsistência. Construídos a partir de regras, são baseados nos normativos que regulam sua utilização e em situações irregulares detectadas em auditorias anteriores, explorando a experiência da CGU em auditorias dessa natureza. Trata-se também de um sistema de atualização constante, que permite agregar novos tipos de irregularidades na medida em que são descobertas.

“Tanto a alta direção do órgão, responsável pelo acompanhamento dos relatórios gerenciais de evolução dos gastos, quanto os auditores presentes em diversas localidades do país, utilizam as informações provenientes do BI. A maior aplicação é a de gerar informações estratégicas, de suporte à decisão, que apóiam não só os gestores na missão de administrar os programas de governo, mas também direcionam as ações de controle empreendidas pela CGU. O foco está no aperfeiçoamento da gestão e na melhoria do gasto público. O papel primordial é integrar as várias bases de dados a que temos acesso para extrair informações gerenciais, disponibilizar a informação para o controle interno e propiciar a análise das informações com o intuito de descobrir oportunidades de melhoria.”, comenta.

O acompanhamento dos gastos no CPGF foi o primeiro trabalho do projeto Observatório da Despesa Pública (ODP). O ODP foi concebido pela CGU para dotar a Administração Pública Federal da capacidade de processar, analisar e consolidar informações em tempo hábil para tomada de decisões estratégicas. Por meio da utilização de ferramentas avançadas de tecnologia da informação, o ODP reúne informações relacionadas aos gastos públicos por meio da correlação de dados de diversas fontes.

Atualmente o modelo de monitoramento aplicado aos gastos do CPGF já foi expandido para as compras públicas com a implementação de um produto específico, lançado em dezembro de 2008. O desenvolvimento de outros produtos está previsto pelo ODP e tratarão de variações da despesa pública como transferências voluntárias, convênios, folha de pagamento, diárias, passagens e repasses a ONGs.

Antes de implementar esse projeto, a CGU avaliou algumas soluções disponíveis no mercado para análise de grandes volumes de dados. Entre elas, a ferramenta da MicroStrategy, a partir de janeiro de 2008. Em especial foram exploradas as funcionalidades de análise multidimensional e de visualização dos dados do CPGF em painéis de visualização (dashboards) por meio de prova de conceito da solução.

E em agosto de 2008, quando as alternativas de BI já haviam sido testadas, a solução foi adquirida definitivamente por meio de licitação. “O que determinou a nossa escolha foram os próprios benefícios e vantagens da plataforma OLAP, como suporte à análise de grandes volumes de dados, flexibilidade e rapidez na manipulação de informações, excelente usabilidade, camada visual para apresentação de informações e plataforma para distribuição de informações na organização. A MicroStrategy nos apoiou fornecendo o seu produto para teste, executando sua instalação em nosso ambiente, treinando alguns de nossos servidores para operar a ferramenta e oferecendo o suporte necessário para a execução do projeto.”, finaliza Henrique Rocha.

A CGU também exerce, como órgão central, a supervisão técnica dos órgãos que compõem o Sistema de Controle Interno e o Sistema de Correição e das unidades de ouvidoria do Poder Executivo Federal, prestando a orientação normativa necessária. Atualmente conta com cerca de 2000 auditores e tem presença em todos os estados do País.

Sobre a MicroStrategy

Fundada em 1989, a MicroStrategy é líder global em tecnologia de business intelligence (BI). A MicroStrategy disponibiliza software para relatórios integrados, análises e monitoramento, que auxiliam as organizações líderes de todo o mundo a tomarem melhores decisões de negócios, todos os dias. A escolha pela tecnologia MicroStrategy se dá por suas habilidades técnicas avançadas, capacidade de análise sofisticada e superior escalabilidade de dados e de usuários. Mais informações sobre a MicroStrategy Inc. (Nasdaq: MSTR) estão disponíveis no web site www.microstrategy.com.

MicroStrategy e MicroStrategy Business Intelligence são marcas registradas da MicroStrategy Incorporated nos Estados Unidos e em diversos países. Outros nomes de produtos e companhias mencionados aqui podem ser marcas registradas de seus respectivos proprietários.